O Grivo é Nelson Soares e Marcos Moreira Marcos, ambos com formação musical. O trabalho de O Grivo abrange concertos, instalações e performances, com variadas perspectivas de improvisação, e utilização de equipamentos eletrônicos em áudio e vídeo.
Além das performances ao vivo, O Grivo compôe trilhas para cinema, vídeo, dança e instalações em colaboração com artistas como Cao Guimarães, Lucas Bambozzi, Rivane Neuenschwander, Valeska Soares, Alejandro Ahmmed, Adriana Banana e Rodrigo Pederneiras. No momento o GRIVO trabalha na concepção sonora de um projeto da bailarina Thembi Rosa, parceira do grupo em outras ocasiões, e na captação e trilha de filmes.
O trabalho de O Grivo, em suas próprias palavras, pesquisa e aprofunda temas e campos tais como a "espacialização, a disposição e o movimento do som no espaço, a improvisação, a ampliação do repertório de timbres (acústicos, eletrônicos e eletroacústicos), a mecanicidade e a aleatoriedade, o minimalismo (John Cage e Morton Feldman), a transparência da forma, a atenção para todas as particularidades dos sons e ouvido curioso".
Mesa Cordas
Abraham Palatnik é um pioneiro da arte cinética. Hoje o artista desfruta de um lugar próprio na história da arte brasileira e internacional. Se adjetivos como pioneiro e transgressor são sempre colados a sua produção é porque ela surge de forma dissonante desde a I Bienal de São Paulo, em 1951. Ao invés de uma pintura ou escultura, Palatnik exibia então seu primeiro “Aparelho Cinecromático” - uma “máquina pictórica”. Aqui, tecidos sintéticos, motores, luzes e a incorporação decisiva do espectador no ambiente são os elementos que estruturam a obra. Devido a esse caráter dissonante, o trabalho quase foi recusado na exposição. Vemos, hoje, que se testemunhava ali um gesto pioneiro no campo da arte cinética. O que singulariza o trabalho de Palatnik é o uso que ele faz da tecnologia e suas possibilidades inovadoras. Não se trata de uma arte que está a serviço da técnica, mas sim de um olhar atento que sabe retirar dos materiais mais diversos toda sua potencialidade poética. Misto de artista e desenhista industrial, Palatink possui muito do ideário construtivo na vontade de integrar arte e vida. Existe aqui uma convicção de que a arte pode estar em todos os lugares para todos os públicos, disseminada pelo cotidiano.
O artista iniciou seus estudos em arte em Tel-Aviv, Israel, onde morou com sua família entre 1942 e 1948. Enquanto fora estuda pintura, desenho e história da arte no Instituto Municipal de Arte de Tel-Aviv. Esteve presente, em 1964, na XXXII Bienal de Veneza. Vem exibindo sua obra por todo o mundo, tendo feito parte da exposição “Lo(s) Cinetico(s)”, no Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha, em 2007.
Abraham Palatnik
O artista iniciou seus estudos em arte em Tel-Aviv, Israel, onde morou com sua família entre 1942 e 1948. Enquanto fora estuda pintura, desenho e história da arte no Instituto Municipal de Arte de Tel-Aviv. Esteve presente, em 1964, na XXXII Bienal de Veneza. Vem exibindo sua obra por todo o mundo, tendo feito parte da exposição “Lo(s) Cinetico(s)”, no Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha, em 2007.
Abraham Palatnik
Filho de pai escultor e mãe pintora, Alexander Calder desde cedo esteve envolvido com as artes. Tinha seu próprio ateliê e construía seus próprios brinquedos. Na juventude, estudou engenharia mecânica em Newark e trabalhou como engenheiro entre 1919 e 1922.
Em 1923 passou a estudar desenho na Art Students League, em Nova York, concluindo o curso em 1926. Nos dois anos seguintes colaborou como ilustrador na publicação "National Police Gazette" e, em 1926, realizou sua primeira exposição, juntamente com outros artistas.
Em 1927, viajou para Paris, onde expôs no Salão dos Humoristas seu "Cirque Calder", uma miniatura de circo com bonecos animados. No mesmo ano, voltou para Nova York e, no seguinte, fez sua primeira mostra individual na Weythe Gallery. Ainda em 1928 voltou a Paris, para uma nova exposição, e foi a Berlim, onde iniciou a criação de jóias.
De volta a Paris, em 1930, começou a fazer grandes esculturas abstratas, os "stabiles", utilizando arame para criar volume. Numa de suas viagens, Calder conheceu Louisa James, sobrinha-neta do escritor Henry James, com quem se casou em 1931.
Freqüentando o meio artístico parisiense, Calder conheceu artistas fundamentais para o desenvolvimento de sua arte, como Marcel Duchamp, Joan Miró e Fernand Léger. Visitando o ateliê de Piet Mondrian teve o que chamou de uma experiência chocante, a qual o encaminhou rumo à abstração, ao observar uma parede cheia de retângulos coloridos de papel, que Mondrian continuamente mudava de posição, para estudar composição.
Em 1931 as esculturas de Calder adquiriram movimento. "Dancing Torped Shape" era uma escultura acionada a manivela. O primeiro dos famosos "móbiles" de Calder foi "Calderberry Bush", uma escultura que mudava de forma com o vento. (Aliás, o termo "móbile" foi criado por Duchamp para batizar este tipo de escultura.)
Em 1933 Calder e Louisa deixaram a França e mudaram-se para uma fazenda em Roxbury, nos Estados Unidos, onde ele construiu seu ateliê. Sua primeira filha, Sandra, nasceu em 1935 e a segunda, Mary, em 1939.
As décadas de 1930 e 1940 foram extraordinariamente produtivas para Calder. Sua criatividade levou-o a realizar obras cada vez mais versáteis, como esculturas ao ar livre, cenários para teatros e balés e móbiles para arquitetura.
Em 1943 as obras de Calder foram reunidas numa grande retrospectiva realizada pelo Museu de Arte Moderna, o Moma, de Nova York. Em 1952, o artista recebeu o prêmio internacional de escultura na Bienal de Veneza.
Em 1964, outra grande retrospectiva de sua obra foi realizada no Museu Guggenheim de Nova York. Calder seria consagrado como o grande inovador da escultura no século 20. Faleceu, na casa de uma de suas filhas, aos 78 anos.
- Algumas Obras de Alexander Calder

Alexander Calder performs his "Circus" - Whitney Museum
Em 1923 passou a estudar desenho na Art Students League, em Nova York, concluindo o curso em 1926. Nos dois anos seguintes colaborou como ilustrador na publicação "National Police Gazette" e, em 1926, realizou sua primeira exposição, juntamente com outros artistas.
Em 1927, viajou para Paris, onde expôs no Salão dos Humoristas seu "Cirque Calder", uma miniatura de circo com bonecos animados. No mesmo ano, voltou para Nova York e, no seguinte, fez sua primeira mostra individual na Weythe Gallery. Ainda em 1928 voltou a Paris, para uma nova exposição, e foi a Berlim, onde iniciou a criação de jóias.
De volta a Paris, em 1930, começou a fazer grandes esculturas abstratas, os "stabiles", utilizando arame para criar volume. Numa de suas viagens, Calder conheceu Louisa James, sobrinha-neta do escritor Henry James, com quem se casou em 1931.
Freqüentando o meio artístico parisiense, Calder conheceu artistas fundamentais para o desenvolvimento de sua arte, como Marcel Duchamp, Joan Miró e Fernand Léger. Visitando o ateliê de Piet Mondrian teve o que chamou de uma experiência chocante, a qual o encaminhou rumo à abstração, ao observar uma parede cheia de retângulos coloridos de papel, que Mondrian continuamente mudava de posição, para estudar composição.
Em 1931 as esculturas de Calder adquiriram movimento. "Dancing Torped Shape" era uma escultura acionada a manivela. O primeiro dos famosos "móbiles" de Calder foi "Calderberry Bush", uma escultura que mudava de forma com o vento. (Aliás, o termo "móbile" foi criado por Duchamp para batizar este tipo de escultura.)
Em 1933 Calder e Louisa deixaram a França e mudaram-se para uma fazenda em Roxbury, nos Estados Unidos, onde ele construiu seu ateliê. Sua primeira filha, Sandra, nasceu em 1935 e a segunda, Mary, em 1939.
As décadas de 1930 e 1940 foram extraordinariamente produtivas para Calder. Sua criatividade levou-o a realizar obras cada vez mais versáteis, como esculturas ao ar livre, cenários para teatros e balés e móbiles para arquitetura.
Em 1943 as obras de Calder foram reunidas numa grande retrospectiva realizada pelo Museu de Arte Moderna, o Moma, de Nova York. Em 1952, o artista recebeu o prêmio internacional de escultura na Bienal de Veneza.
Em 1964, outra grande retrospectiva de sua obra foi realizada no Museu Guggenheim de Nova York. Calder seria consagrado como o grande inovador da escultura no século 20. Faleceu, na casa de uma de suas filhas, aos 78 anos.
- Algumas Obras de Alexander Calder

Alexander Calder performs his "Circus" - Whitney Museum
Nascida em Belo - Horizonte no ano de 1920, Lygia Clark foi uma pintora e escultora que quebrou as propostas da "arte fechada" tornando-se pioneira mundial na chamada arte participativa.
Antes de chegar à arte participativa, Lygia Clark passou por uma evolução. No início de sua obra era influenciada pelo construtivismo (a arte vista como uma construção e não uma representação) da década de 30 até que, ao assinar o Manifesto Neoconcreto (a arte não é um mero objeto, tem sensibilidade expressiva que vai além de puro geometrismo. ), novas diretrizes formais apontam em seu trabalho.
Lygia Clark abonadan a arte bidimensional e parte para a arte tridimensional para depois entrar nas arte participativa que necessitam da participação do co-espectador.
Lygia Clark propõe com a sua obra, que a pintura não se sustenta mais em seu suporte como conhecemos. Ela procura novos vôos. A artista chama de “linha orgânica”, em 1954: não é uma pintura fechada nela mesma; a superfície se expande igualmente sobre a tela, separando um espaço, se reunindo nele e se sustentando como um todo.
O primeiro passo para essa interação é a queda das molduras. A arte como algo palpável, algo tangível e que para essa arte se expressar e passar sua essência, ela necessita do corpo humano e seus instintos.
O termo produção de presença aponta para todo fenômeno em que um efeito de tangibilidade irão tocar e afetar o corpo de uma pessoa. São capazes de moldar e produzir diferentes formas corporais e identidades corporais, nesse sentido, o corpo atuando juntamente com a arte, começa a ser um dado fundamental nos estudos de comunicação.
Segundo o site da própria artista Lygia Clark, estas séries caminhavam para longe do espaço claustrofóbico da moldura, queriam estar livres. É aquilo que Lygia queria, que cada figura geométrica projeta-se para além dos limites do suporte, ampliando a extensão de suas áreas.


Antes de chegar à arte participativa, Lygia Clark passou por uma evolução. No início de sua obra era influenciada pelo construtivismo (a arte vista como uma construção e não uma representação) da década de 30 até que, ao assinar o Manifesto Neoconcreto (a arte não é um mero objeto, tem sensibilidade expressiva que vai além de puro geometrismo. ), novas diretrizes formais apontam em seu trabalho.
Lygia Clark abonadan a arte bidimensional e parte para a arte tridimensional para depois entrar nas arte participativa que necessitam da participação do co-espectador.
Lygia Clark propõe com a sua obra, que a pintura não se sustenta mais em seu suporte como conhecemos. Ela procura novos vôos. A artista chama de “linha orgânica”, em 1954: não é uma pintura fechada nela mesma; a superfície se expande igualmente sobre a tela, separando um espaço, se reunindo nele e se sustentando como um todo.
O primeiro passo para essa interação é a queda das molduras. A arte como algo palpável, algo tangível e que para essa arte se expressar e passar sua essência, ela necessita do corpo humano e seus instintos.
O termo produção de presença aponta para todo fenômeno em que um efeito de tangibilidade irão tocar e afetar o corpo de uma pessoa. São capazes de moldar e produzir diferentes formas corporais e identidades corporais, nesse sentido, o corpo atuando juntamente com a arte, começa a ser um dado fundamental nos estudos de comunicação.
Segundo o site da própria artista Lygia Clark, estas séries caminhavam para longe do espaço claustrofóbico da moldura, queriam estar livres. É aquilo que Lygia queria, que cada figura geométrica projeta-se para além dos limites do suporte, ampliando a extensão de suas áreas.
Obras de Lygia Clakr
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